Vereador Dr. Zidane, assessores e eleitores são indiciados por devassidão eleitoral em Araxá na 2ª período da ‘Operação Donum’

A Polícia Social concluiu nesta quinta-feira (15) a segunda período da “Operação Donum”, que apura crimes eleitorais cometidos nas eleições de 2020, em Araxá. O vereador Doutor Zidane (PP) foi indiciado junto com dois assessores por atos de corrupção e associação criminosa. As pessoas que receberam valor em troca do voto também serão indiciadas por corrupção passiva.
Ao todo, o interrogatório reúne 25 pessoas indiciadas. Integram este número os eleitores que receberam benefícios na campanha e que em contrapartida votaram no parlamentar.
“O vereador e dois assessores foram indiciados por 24 atos de corrupção e também por associação criminosa. Os demais serão indiciados por violação de corrupção passiva”, disse o mandatário responsável pelo caso, Conrado Costa da Silva.

Ainda segundo Conrado, os assessores do vereador eram orientados a comprar eleitores com valores que variavam entre R$ 50 e R$ 100. Os pagamentos eram feitos para que os eleitores se comprometessem a votar no vereador. “Em algumas situações para que os eleitores gravassem vídeos em base ao vereador e para que adesivassem os carros. Cada um tinha um tipo de vantagem”, disse.
Penalidades
Em relação ao violação de corrupção eleitoral, a pena pode chegar a quatro anos de prisão e de associação criminosa, a pena varia de um ano a três anos de prisão.

Resguardo
O jurisconsulto do vereador, Walter Gustavo Ferreira da Silva, disse em nota, que o parlamentar nega veementemente que tenha comprado votos e que irá provar sua inocência.
A resguardo de Ricardo Assis de Anvech, tomou conhecimento sobre indiciamento realizado pela Polícia Social, de Araxá, exclusivamente por meio da prelo. Até o presente momento, o referido indiciamento não foi inserido dentro do interrogatório policial que investiga o vereador. Desse modo, não há no momento, porquê se manifestar acerca dos crimes a ele imputados. Mas, manifesta que Doutor Zidane, nega veementemente que tenha comprado qualquer voto durante a campanha eleitoral, afirmando que irá demonstrara sua inocência no transcurso do eventual processo criminal, que por ventura possa responder”, disse a resguardo em nota.

Outro interrogatório
Doutor Zidane, mais dois assessores e um empresário em Araxá foram indiciados em outro interrogatório no dia 8 de abril. por falsidade ideológica e falsificação de documento público. Segundo o mandatário, os envolvidos forjaram valores de um serviço realizado em uma gráfica para confecção de material de campanha em 2020.
Na ocasião, o jurisconsulto Walter Gustavo Ferreira da Silva disse que não iria se manifestar.
Conrado explicou que o indiciamento da ocasião, foi referente a uma investigação sobre falsificação ideológica eleitoral e falsificação de nota fiscal apresentada à Justiça.
“Foi durante a apuração dos crimes eleitorais, que conseguimos identificar através de documentos, que o vereador havia confeccionado parte do material de campanha em uma gráfica em Araxá. Ele solicitou que a nota fosse emitida em um valor inferior do que realmente havia gasto, para fins de fechamento das contas eleitorais. Logo, em generalidade concordância com seus assessores e com o possuidor da gráfica, chegaram à confecção dessa nota falsificada e, posteriormente o vereador apresentou essa nota junto à Justiça Eleitoral, onde ele prestou contas da campanha”, esclareceu.
Por ter forjado o documento e apresentado à Justiça, o vereador responderá pelos dois crimes: falsificação de documentos e falsidade ideológica eleitoral. “Já os assessores e o empresário vão responder por falsidade ideológica”, disse.

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