Venezuela convoca eleições regionais para 21 de novembro entre pedidos por diálogo

A Venezuela realizará as eleições para governadores e prefeitos no dia 21 de novembro, informou a autoridade eleitoral nesta quinta-feira (13), em um momento em que governo e oposição mostraram disposição para retomar as negociações políticas.

As eleições serão as primeiras depois de as eleições legislativas de 2020, nas quais o chavismo reconquistou o Parlamento, e as eleições presidenciais de 2018, nas quais Nicolás Maduro foi reeleito, ambas boicotadas pelos principais partidos da oposição e rotuladas de fraudulentas.

“Aprovamos hoje por unanimidade” o calendário oficial, anunciou em coletiva de imprensa o presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Pedro Calzadilla, ex-ministro do presidente Nicolás Maduro, nomeado na semana passada pela maioria do Congresso.

Calzadilla lidera uma diretoria na qual três de seus cinco reitores estão vinculados ao chavismo.

Os outros dois membros, ligados à oposição, foram nomeados depois de negociações entre o partido no poder e um setor da oposição que se distanciou de Juan Guaidó, reconhecido por 58 países como o presidente interino da Venezuela.

Guaidó teve a possibilidade de retomar as negociações com Maduro negada até que, nesta semana, sugeriu uma negociação mediada por observadores internacionais e pediu novas eleições presidenciais e parlamentares em troca do “levantamento progressivo” das sanções contra a Venezuela.

“Concordo, com a ajuda da União Europeia, do governo norueguês, do Grupo de Contato, quando quiserem, onde quiserem e como quiserem”, respondeu Maduro ao pedido de negociações entre os lados.

A Noruega mediou negociações fracassadas entre os delegados de Maduro e Guaidó em 2019, congeladas quando os Estados Unidos intensificaram suas sanções financeiras contra a Venezuela.

Posteriormente o fracasso dessas abordagens, o líder chavista – apoiado pelas Forças Armadas e aliados internacionais como Rússia e China – iniciou conversas com outros setores da oposição.