Uma vez que é provável instalar dispositivos de ‘residência inteligente’ de forma segura?

Gostaria de saber como posso implementar dispositivos de residência inteligente de forma segura e sem risco de invasão ou acesso externo aos dispositivos.
Os dispositivos seriam Assistente Echo Dot (Alexa), interruptores inteligentes, câmeras IP, aspirador robô e o que mais tiver. – Alexandre Antoniosi
As tecnologias para uma “residência inteligente”, e tudo mais que compreende a “internet das coisas”, ainda têm muitos desafios de segurança a superar.
Para reportar um exemplo, Alexandre, as câmeras IP que você citou foram protagonistas do vírus Mirai.
Centenas de milhares desses equipamentos foram hackeados no mundo todo e usados em ataques para derrubar sites da web em 2016.
Embora muitos desses dispositivos tenham erros crassos em sua segurança, utilizando senhas universais ou sistemas muito desatualizados, existem também alguns desafios próprios de qualquer dispositivo conectado. A obsolescência é o maior deles.

Quando você pretende trocar as câmeras que você vai instalar?
Dispositivos eletrônicos são considerados bens duráveis, mas eles têm um prazo de vida útil.
Quando o trabalhador deixa de dar suporte adequado e de atualizar o equipamento, as falhas começam a se aglomerar com o tempo, e esses dispositivos ficam cada vez mais inseguros.
Só existe uma forma de controlar esse risco: trocar os equipamentos. Isso, simples, tem um dispêndio.
Não é provável falar em um interruptor inteligente que dure tanto quanto um interruptor “generalidade”.
Você pode fazer uma aposta, mas não há porquê saber se a segurança da tecnologia de Wi-Fi que usamos hoje vai persistir mais dez anos – ou só mais três.
Limitar o acesso extrínseco é sempre uma boa saída, mas você precisa pensar se é isso mesmo que você quer.
Vale a pena ter uma câmera que você só pode acessar dentro da sua própria residência? Cada uma dessas decisões e preferências vai mudar os impactos de segurança.
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De qualquer forma, você será obrigado a procurar um profissional para fazer a instalação e informar todos os detalhes referentes aos produtos que você está comprando. Veja alguns pontos que você deve prestar atenção:
Os dispositivos não devem possuir “backdoor” ou “senha universal” (uma senha definida pelo trabalhador que dê acesso em qualquer situação). Infelizmente, alguns desses backdoors não são documentados. Caso seja encontrado, o equipamento deve ser atualizado para emendar ou problema ou trocado.

Todas as senhas definidas de fábrica devem ser trocadas por senhas fortes.
Se não for absolutamente necessário, os dispositivos não devem ter acesso à internet. Caso eles tenham suporte à IPv6, o acesso deve ser exclusivamente lugar.
Pode ser necessário trocar o roteador de internet por um padrão mais robusto, harmonizável com a vazão de dados das câmeras e dispositivos e com configurações avançadas de rede. Isso depende do tamanho da sua residência, da qualidade de imagem das câmeras e da quantidade de câmeras e dispositivos. Unicamente um profissional qualificado pode realizar a feitio adequada desse dispositivo.
Informe-se com os fabricantes sobre o prazo de suporte de todos os produtos. Fique cauteloso para não comprar modelos de gerações antigas: eles podem ser mais baratos, mas vão permanecer obsoletos mais rápido – o que vai exigir um novo investimento.
Se provável, opte por aparelhos com funções mais limitadas que não exigem conexão à rede. Você pode ter um local climatizado de forma adequada com um termostato sem que ele esteja ligado à internet, ou usar sensores de movimento para controlar a iluminação. Avalie os prós e contras de cada tecnologia – tudo que for eletrônica e conectado tende a persistir menos, mesmo que pareça barato na hora da compra. Muitos dispositivos dispensam botões para que você controle tudo por aplicativo. Pode parecer uma boa teoria, mas celulares, métodos de conectividade e sistemas envelhecem muito mais rápido do que botões.

Use conexões cabeadas sempre que provável e não deixe cabos de rede expostos.
Entendo que essas dicas possam parecer excessivas. Infelizmente, alguns fabricantes promovem seus produtos com facilidades e recursos interessantes, mas não explicam as limitações inerentes a qualquer dispositivo conectado, principalmente quanto ao tempo de vida útil.
Logo, cada uma dessas dicas é unicamente um princípio que deve ser seguido. A feitio dos equipamentos vai depender das suas necessidades e precisa ser feita por um profissional qualificado.
Na construção ou para bens duráveis porquê televisores, temos uma expectativa de que produtos durem décadas.
E isso não existe em equipamentos “inteligentes”, porque a “perceptibilidade” desses produtos acaba quando o trabalhador abandona o software.
Outrossim, a tecnologia ainda é muito nova para que tenhamos uma teoria concreta a saudação da duração desses produtos.
Às vezes, o próprio hardware fica muito vetusto e não é mais harmonizável com as versões novas e seguras do software, o que vai exigir uma troca mesmo que o trabalhador ainda tivesse interesse em manter aquele resultado atualizado.

Muitos sistemas da “internet das coisas” são baseados em variações do Linux, e os fabricantes não controlam toda a cadeia de desenvolvimento do software.
Quando certas versões desses sistemas são abandonadas, os fabricantes são obrigados a transmigrar para algo novo – o que pode “estourar” os requisitos de hardware e os custos de manutenção do software.

Tenha muito desvelo também com travas eletrônicas. Algumas têm vulnerabilidades críticas e podem até ser abertas com um ímã. O ímã aciona o relé interno e muda a trava para o estado “ingénuo” pelo lado de fora da trava.
Se quiser ver isso acontecendo na prática, assista a um vídeo do via de YouTube “LockPickingLawyer”, especializado em travas de todos os tipos. A trava abre quando o profissional aproxima um ímã da sua parte lateral em 1:20 do vídeo.
Essa, simples, não é a única vulnerabilidade em travas eletrônicas. Lembre-se: não é porque um resultado parece mais multíplice que ele é mais seguro!
Vale repetir que a tecnologia das “casas inteligentes”, ao menos para dispositivos conectados, ainda está no início. Tecnologias novas sempre saem dispendioso – seja na compra, na instalação ou pelos riscos de adoção.

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