A Embraer acertou a fusão de sua subsidiária de aeronaves elétricas Eve com a SPAC norte-americana Zanite, de olho em uma provável listagem na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) em 2022.

A transação avalia a Eve em US$ 2,9 bilhões e incluirá num primeiro passo a fusão com a empresa de cheque em branco (SPAC) Zanite Acquisition Corp.
Depois disso, a Eve receberá um investimento suplementar de um grupo que inclui a Embraer, a Zanite, investidores financeiros e parceiros estratégicos como a Azorra Aviation, BAE Systems, Republic Airways, Rolls-Royce e SkyWest Inc.

As ações da Embraer listadas nos EUA disparavam no pré-mercado por volta de 14% e no Brasil os papéis abriram disparando mais de 16%.

Junto com o concordância com a Zanite, a Embraer anunciou até 500 encomendas de aeronaves elétricas da Eve de pouso e decolagem verticais (eVTOL). As encomendas fe teoram feitas por Azorra (até 200 unidades), Republic Airways (até 200 unidades) e SkyWest (100 unidades).

A Embraer permanecerá com uma participação por volta de 80% na Eve posteriormente o investimento suplementar. O caixa da Eve deve ser suficiente para estancar os custos de desenvolvimento da avião elétrica até sua certificação, esperada para 2025, disse o presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes Neto.

Gomes Neto espera que a Eve tenha vários locais de produção porque terá que fazer entregas a clientes em vários continentes, mas os locais das fábricas ainda não foram escolhidos. O presidente-executivo projeta uma receita de US$ 4,5 bilhões da Eve em 2030, e uma participação de 15% no mercado global de mobilidade urbana aérea.

A tempo de produção provavelmente será financiada pela emissão de dívida, afirmou o co-presidente-executivo da Eve Jerry DeMuro, ex-presidente da BAE Systems. O outro co-presidente-executivo da Eve é Andre Stein, executivo da Embraer por mais de duas décadas.

A Embraer fornecerá infraestrutura para a Eve, incluindo a alocação de engenheiros de concordância com a urgência dos projetos, locais para teste e simuladores de voo. “Isso permitirá reduzir os custos de produção”, disse DeMuro em entrevista.