Steve Bannon, um velho coligado do ex-presidente Donald Trump, foi oficialmente denunciado por duas acusações de desacato nesta sexta-feira (12). As acusações envolvem, a recusa do ideólogo de extrema direita de colaborar com a percentagem do Congresso americano que investiga o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro.
O Departamento de Justiça informou que Bannon, de 67 anos, foi denunciado tanto por se recusar a comparecer para depor quanto por se recusar a fornecer documentos em resposta a uma notificação da percentagem.

Em outubro, a Câmara dos Representantes, de maioria democrata, aprovou uma resolução contra Bannon com 229 votos em prol – nove deles de republicanos – e 202 contra, pedindo ao Departamento de Justiça que tomasse providências contra o ex-estrategista de Trump.
A percentagem de investigação quer que Bannon deponha por crer que “tinha qualquer conhecimento prévio dos acontecimentos extremos que aconteceram” em 6 de janeiro, quando Trump incentivou uma insurreição no momento em que o Congresso se reunia para ratificar a vitória eleitoral do agora presidente Joe Biden. O protesto logo se transformou numa tentativa de golpe contra o Legislativo.

Os apoiadores do republicano acabaram invadindo e depredando o Capitólio, interrompendo o processo que oficializava a vitória de Biden nas eleições – e a guião de Trump. Cinco pessoas morreram no incidente.
Os legisladores baseiam as suas suspeitas contra Bannon em declarações que o ultradireitista fez em seu podcast na véspera do ataque ao Capitólio por centenas de apoiadores radicais do ex-presidente.
“Será que o caos se vai instalar amanhã? Muitas pessoas me disseram: ‘Se houvesse uma revolução, seria em Washington’. Muito, este vai ser o momento de vocês na história”, disse Bannon aos seguidores.

Bannon, que não quer depor ao Congresso, se amparou em uma ação judicial apresentada por Trump para impedir que certos documentos relacionados com os acontecimentos ocorridos sejam revelados, pedindo ao comitê que adie o seu presença até que a justiça decida, o que foi rejeitado.
Em 2016, Bannon foi indicado como um dos estrategistas-chave da avalanche de boatos e mentiras que turbinaram a bem-sucedida campanha de Trump, fomentando rancor de setores do eleitorado conservador em questões como imigração.

Bannon, um ex-executivo dos setores bancário e de mídia que já comandou o site de ultradireita Breitbart News, também mantém laços estreitos com a família Bolsonaro, principalmente com o deputado de extrema direita Eduardo Bolsonaro, que costuma elogiar o americano.
Bannon já prestou várias consultorias informais ao clã brasiliano e anunciou pedestal a Jair Bolsonaro antes do segundo turno das eleições de 2018.

Ele ainda riou um projeto internacional chamado “O Movimento”, para aproximar líderes populistas de direita e extremistas pelo mundo. O deputado Eduardo Bolsonaro é o representante do grupo no Brasil.
Ele ainda mantém relações com o ideólogo ultraconservador Olavo de Carvalho, que exerce influência sobre os filhos do presidente Jair Bolsonaro.

Bannon chegou a ser recluso em agosto de 2020 sob a arguição de desviar quantia de uma campanha de pedestal à construção de um muro entre os Estados Unidos e o México – que havia sido uma das promessas da campanha de Trump em 2016. Ele acabou sendo solto posteriormente remunerar fiança de US$ 5 milhões.

Em novembro do mesmo ano, ele ainda teve sua conta no Twitter excluída por “glorificação da violência” ao redigir que Anthony Fauci — principal especialistas em doenças infecciosas dos EUA — e o diretor do FBI Christopher Wray deveriam ser decapitados.