Saxofonista Alexandre Caldi celebra a música de Chico Buarque em álbum instrumental com Quarteto Metacústico

Decorridos 90 anos, a expressão inspira o título do álbum instrumental Buarqueanas, gravado pelo saxofonista e flautista Alexandre Caldi com o Quarteto Metacústico com a intenção de reapresentar o cancioneiro de Chico Buarque em registros de sopros e cordas que promovem a interação da música de câmara com a música popular.

Lançado em edição digital pela gravadora Biscoito Fino na quarta-feira, 16 de junho, o disco expõe quadro de Sérgio Ricardo (1932 – 2020) na capa – criada por Marina Lufti, filha do pintor e compositor do samba Zelão (1960) – e celebra os 77 anos completados por Chico Buarque neste sábado, 19 de junho de 2021.

O álbum Buarqueanas mostra que, além de letrista escultor de versos precisos, o compositor carioca sempre foi extraordinário melodista. “Sempre reconheci, nas canções em que Chico é o único responsável, um refinamento peculiar na arquitetura de suas melodias e harmonias”, atesta Alexandre Caldi.

Ao lado de Daniel Silva (violoncelo), Diego Silva (viola), Luísa Castro (violino, em substituição a Maressa Carneiro) e Thiago Teixeira (violino), Caldi sopra o requinte da obra de Chico Buarque ao abordar composições como Noite dos mascarados (1967), Rosa dos ventos (1970), Cotidiano (1971), Joana francesa (1973), O meu amor (1977 / 1978), Fantasia (1979), Tanto amar (1981), Palavra de mulher (1975), Lola (1987), A mais bonita (1989) – cantiga unida em medley com Se eu soubesse (2011) – e A ostra e o vento (1997).

Lançadas entre 1967 e 2011, as 12 composições selecionadas para o álbum Buarqueanas têm em geral o fato de terem música e letra criadas somente por Chico Buarque, gênio na arte da composição.