Rodrigo Bittencourt pinta o Brasil em ‘Marielle’

Cantor e compositor que também atua como cineasta, o carioca Rodrigo Bittencourt retoma a carreira fonográfica com o lançamento do quarto álbum solo, Que a felicidade seja um dom, gravado sob direção artística de Zeca Baleiro e previsto para ser apresentado no segundo semestre deste ano de 2021.
Antecedido em 11 de junho por Jaboticaba, single que apresentou música composta e gravada por Rodrigo com Baleiro, o álbum Que a felicidade seja um dom ganha um segundo single na próxima sexta-feira, 2 de julho.

Embora seja batizado com o nome da vereadora carioca Marielle Franco (1979 – 2018), assassinada há três anos na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em delito ainda sem o devido esclarecimento, o single Marielle perfila o Brasil em letra que, cantada sob batida de violão que evoca o clima suave da bossa nova, traz versos como “Sou racialmente suspeito / Um sujeito imperfeito / Que a bossa nova deu jeito, ai ai / Não sou francês, inglês, japonês / Sou preto, sou branco, sou índio / Sou mais que três, mais que vocês”.

“Marielle é uma música sobre o Brasil”, sintetiza Rodrigo Bittencourt. Nessa aquarela do Brasil, Marielle é citada na letra da música em verso – “Sou Marielle Franco e tenho uma nega chamada Flamengo” – que subverte verso original de Jorge Ben Jor, “Sou Flamengo e tenho uma nega chamada Tereza”, do samba País tropical (1969).

Para quem não liga o nome ao som, Rodrigo Bittencourt começou a ser notado em 2007 quando a cantora Maria Rita batizou o terceiro álbum, Samba meu, com nome de música do artista. No rastro desse reconhecimento, Rodrigo lançou o segundo álbum solo – Mordida (2008), sucessor do pouco ouvido Canção para ninar adulto (2003) – e fez filmes.

Que a felicidade seja um dom é o primeiro álbum solo de Rodrigo Bittencourt desde Casa vazia (2012), disco lançado há nove anos.