Raia Drogasil é questionada por coletar impressão digital de clientes para programa de relacionamento

A rede de farmácias Raia Drogasil foi questionada na última quarta-feira (23) por coletar a impressão digital de clientes para o cadastro em seu programa de relacionamento.

Em notificação extrajudicial, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) pediu mais informações sobre a prática. A entidade adotou a medida depois de receber relatos de clientes que foram levados a fornecer a impressão digital na farmácia.

O Idec quer mais detalhes sobre a coleta e o uso dos dados biométricos dos clientes. O instituto também pediu a interrupção de eventuais atos que descumpram a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Em vigor desde setembro de 2020, a LGPD estabelece regras para o tratamento de dados pessoais e exige que o titular seja informado sobre a finalidade da coleta das informações.

Para dados biométricos, como a impressão digital, a lei determina que os clientes devem ser avisados sobre os riscos de vazamento das informações.
Além da Raia Drogasil, a notificação foi enviada para a Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). O Idec solicitou um retorno de ambas em até dez dias.

O que diz a Raia Drogasil
A Raia Drogasil afirmou ao Portal Web Rádio Xis que usa a impressão digital porque este é um meio seguro para validar a identidade do titular dos dados. A farmácia alegou que a coleta da biometria não é obrigatória e só é usada para confirmar o consentimento do cliente em programas de relacionamento.

Em nota, a Raia Drogasil informou que os clientes também podem autorizar o cadastro por SMS e formulário impresso.

A empresa indicou ainda que “prestará todas as informações pois está adequada aos princípios legais estipulados pela LGPD, tendo compromisso com a privacidade de seus clientes e a transparência em seus negócios”.

A Abrafarma afirmou que não vai se posicionar sobre a notificação.