Polícia conclui investigação e indicia ex-dono por incendiar escola no interior de SP

A Polícia Social de Itaporanga (SP) concluiu nesta sexta-feira (27) o interrogatório sobre o incêndio criminoso que atingiu uma escola pessoal da cidade, no último dia 19.

Segundo a Polícia Social, o macróbio mantenedor da instituição, de 29 anos, foi indiciado por incêndio criminoso. No dia do delito, ele foi recluso em flagrante depois de dar ingresso com várias queimaduras em um hospital de Sorocaba.

O suspeito teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, mas segue internado na UTI do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). Segundo a família, o estado de saúde dele é grave, porém sólido.

A Polícia Social também informou que o homem ainda não foi ouvido, devido ao seu estado de saúde. Por isso, não foi provável concluir uma motivação para o delito.

Apesar disso, a Repartição Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Sorocaba, que fez a prisão em flagrante do suspeito, disse ao Portal Web Rádio Xis que ele colocou queima na escola por razão de divergências comerciais.

Segundo a polícia, o empresário cometeu o delito porque estava contrito da negociação que havia feito recentemente. No entanto, conforme a família, ele tem depressão e incendiou a escola porque não teria recebido o pagamento combinado pela venda.

Ainda conforme a Deic, não há indícios da participação de outras pessoas no delito, e a polícia acredita que o suspeito dirigiu mais de 200 quilômetros com o corpo queimado para pedir socorro em Sorocaba.

De concordância com o Corpo de Bombeiros, as chamas atingiram a secretaria da escola e uma sala de lição. No lugar, os policiais encontraram galões com resíduos de gasolina, um pulverizador agrícola, alicates e peças de roupas.

Depois do incêndio, o novo proprietário da escola pessoal disse que as aulas seguiram de forma 100% remota e que a escola estava sendo reformada para que os estudantes pudessem voltar presencialmente com segurança.

No entanto, o empresário explicou que pediu o cancelamento do contrato de compra e venda da escola no último dia 19 e que ele, assim como outros pais de alunos, tiraram os filhos da instituição depois de o ocorrido.