Quatro policiais militares que são investigados por envolvimento na morte do empresário Reinaldo Magalhães, de 55 anos, em Mairinque (SP), foram denunciados pelo Ministério Público, nesta quinta-feira (30) e se tornaram réus no processo. O violação aconteceu no dia 26 de fevereiro.

O promotor Thiago Garcia Totáro acredita que os PMs cometeram homicídio qualificado, porque teriam matado Rinaldo e ainda impossibilitaram que o empresário conseguisse se proteger. O promotor pede que os policiais sejam levados a julgamento. A pena para o homicídio qualificado pode chegar a trinta anos de prisão.

A denúncia do MP explica que um oficial-chefe da escritório de perceptibilidade do 14º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) teria recebido a informação de que haviam drogas e armas na marina e convocou 18 PMs para a operação.

A denúncia descreve que o oficial-chefe resolveu agir ‘ao calefrio da lei e invadir a granja a encerramento de apreender supostas armas e drogas’. Não houve autorização da justiça para fazer buscas na residência.

Cinco PMs que são investigados por envolvimento na morte do empresário foram indiciados por homicídio no dia 22 de julho. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), foram cumpridos mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar, a pedido da Corregedoria. O questionário na PM segue em curso, assim como o questionário policial instaurado pela delegacia de Mairinque.

Foram presos um 1º tenente, um 1º sargento, um 2º sargento e dois cabos. Segundo escolhido pelo Portal Web Rádio Xis, as prisões são sobre a investigação relacionada com a tortura da mulher do empresário.

Uma reprodução simulada do violação foi feita no dia 22 de abril. O processo durou aproximadamente oito horas e terminou na madrugada do dia 23. No totalidade, 18 policiais envolvidos no caso e três testemunhas participaram da remontagem.
Segundo escolhido pela Rádio Xis, o empresário também era proprietário de uma marina na cidade. A remontagem foi feita em dois locais: na granja onde a vítima morava e em uma estrada de terreno.

No boletim registrado pelos PMs do Batalhão de Ações Especiais da Policia Militar (Baep) consta que Reinaldo dirigia um carruagem impenetrável em uma estrada de terreno perto da Represa de Itupararanga.

Os policiais afirmam que estavam verificando uma denúncia de tráfico e procuravam por um carruagem branco, que estaria transportando armas e drogas. Eles também alegam que teriam visto Reinaldo com uma arma dentro do seu veículo, que era da mesma cor.

Em patente momento, ele teria saído do carruagem e atirado contra os três policiais, que teriam revidado, acertando dois tiros de fuzil na lataria. O empresário também foi atingido, socorrido e morreu horas depois, no pronto-socorro da cidade.

Além dos policiais que estavam na estrada de terreno, outros três PMs foram até a granja do empresário, que fica na extremidade da represa, conforme o registro.
No B.O., estes PMs também alegam que estavam na cidade para verificar uma denúncia de tráfico na granja onde Reinaldo morava. Quando chegaram ao lugar, teriam encontrado o portão sincero e afirmam que avistaram pessoas correndo para dentro do imóvel.

Ainda segundo o boletim, a mulher do empresário aparentava estar nervosa e disse que tinha sido agredida pelas pessoas, que correram depois de a chegada da equipe. Os PMs também afirmam que fizeram uma procura na residência e encontraram dois revólveres, munição e uma espingarda de pressão.

Versão da família
De concordância com familiares e amigos de Rinaldo, um homem pediu para falar com ele no portão e, como a intervalo da residência até a ingressão é grande, o empresário teria feito o caminho com o carruagem, que é impenetrável.

Ele teria sincero o portão para ver quem estava chamando, no entanto, cinco pessoas invadiram o lugar. Reinaldo, logo, teria entrado no carruagem para se proteger, mas foi abordado pelo grupo, que acabou atirando contra o empresário. Em seguida, as pessoas desceram em direção à residência.

Em um áudio enviado em um grupo de vizinhos e amigos, a filha de Reinaldo afirma que homens entraram na propriedade e apontaram armas para as cabeças de todos que estavam no lugar. Ela também pede por ajuda.

A esposa do empresário afirmou, em testemunho, que os homens armados exigiam o pagamento da negociação de um carruagem. Em um outro áudio, um companheiro de Reinaldo diz que o grupo agrediu a mulher, ameaçando-a de morte caso não pagasse o valor do veículo.

A Polícia Social procura identificar os homens que invadiram a granja e qual a conexão deles com os policiais militares que estavam na estrada de terreno. Uma perícia foi feita na propriedade e também no carruagem do empresário. A Corregedoria da PM informou que afastou os policiais envolvidos.