Os 30 anos da morte de Gonzaguinha são lembrados por Bruna Caram em gravação com Zé Renato

Single é primeira amostra do álbum em que a cantora aborda o repertório do compositor falecido em 29 de abril de 1991. ♪ A morte precoce do cantor e compositor carioca Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior (22 de setembro de 1945 – 29 de abril de 1991), o Gonzaguinha, completa 30 anos na quinta-feira da próxima semana. Exatamente na data, 29 de abril, Bruna Caram lança o single Redescobrir, gravado pela cantora paulista em dueto com Zé Renato.

Redescobrir é elaboração de Gonzaguinha apresentada em 1980 na voz de Elis Regina (1945 – 1982) no show e disco Saudade do Brasil. Caram regravou a melodia com Zé no ritmo do ijexá, com a intenção de trasladar na versão tanto o tom político da letra quanto o espírito lúdico infantil do tema, “como se fora brincadeira de roda”, como diz o verso inicial da letra da música.

O single Redescobrir é a primeira exemplar do sexto álbum da artista, inteiramente só para isso à obra de Gonzaguinha e previsto para ser lançado no encerramento deste ano de 2021. Single e álbum têm produção musical do violonista Norberto Vinhas.

Intitulado Afeto e luta – Bruna Caram canta Gonzaguinha, o álbum é desdobramento de live feita pela artista em 4 de dezembro de 2020, com roteiro e pesquisa de repertório a missão do político, professor e escritor baiano Jean Wyllys.

É de Jean Wyllys, a propósito, a ilustração exposta na capa do single Redescobrir. A gravura foi feito para o disco. Com a palavra, o artista visual:
“Como ‘tudo principia na própria pessoa’, diz trecho da letra, eu parti, na arte, de Bruna: sua representação numa mulher que se colore a partir dos acessórios, dos adornos de sarau, ao lado de pessoa negra que é a retomada de um ícone da trabalhadora feminista dos anos 1950. Elas estão brincando, encostadas no suor dos corpos, no calor da vida. Como a música faz referência à memória, eu usei a técnica da gravura em carvão vegetal, apagando e refazendo a gravura para deixar os traços da construção, como no caso da memória individual e coletiva. O carvão é o mais velho instrumento usado para gravura; é carbono do qual também somos feitos. E, para pintar os pontos da redescoberta, usei pastéis seco e oleoso. Essa é a minha leitura visual da versão de Bruna e Zé Renato para uma melodia de Gonzaguinha que fala basicamente de luta e afeto”, caracteriza Jean Wyllys.

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