Número profissional em celular pessoal: saiba como proteger seus dados

Eu ocupava um determinado cargo na Câmara Municipal de minha cidade e foi ofertado a mim um chip com um número de telefone. Quando saí do cargo, o chip foi devolvido e entregue a outra pessoa.

Notei que este servidor que ficou com meu chip restaurou as conversar e acabou ficando com meus contatos e grupos, visualizando tudo que mandam pra mim ou que postam nos grupos. Ele comete qualquer transgressão? – Emerson

Na maioria das vezes, não é possível declarar que houve um transgressão ou qualquer conduta ilícito sem uma avaliação detalhada dos acontecimentos.

Nesse caso, seria preciso verificar se o novo servidor que tomou seu lugar agiu com má-fé para produzir problemas ou constrangimentos que se enquadrem na legislação. Para isso, você teria que procurar um advogado e relatar tudo que você sabe sobre o caso.

Como você entregou o chip e o número, que dava acesso às suas contas, e não tomou as medidas necessárias para se precaver, era natural que este novo servidor obtivesse ao menos qualquer acesso inicial às suas contas.

Ele também não teria como utilizar o WhatsApp, por exemplo, sem acessar a conta que você havia criado.

Assim, mesmo que seu substituto agisse da forma mais ética provável, teria que entrar na sua conta para apagá-la. O problema, porém, é que a conta nem é realmente sua – como é um número profissional, a entidade ou empresa (nesse caso, a Câmara) também é dona da conta.

Opções ‘Mudar número’ e ‘Apagar minha conta’ do WhatsApp protegem seus dados, mas nem sempre podem ser usados em contas de empresas.

Em casos como este, normalmente é obrigatório recorrer ao “Apagar conta” do WhatsApp para garantir que seu número seja excluído dos grupos. Mas, em números cedidos por uma empresa, pode ser necessário se informar antes de tomar esse tipo de medida.

Idealmente, a empresa ou organização deveria ter regras claras sobre a guarda de informações e a conduta de funcionários com os números cedidos para o trabalho.