Mimi Wankenne canta a mistura brasileira em disco que reúne Zeca Baleiro e Marcos Suzano

Filha de mãe mineira com pai belga, a cantora e compositora brasileira Mimi Wankenne faz jus ao título de cidadã do mundo. Além de viver em Boston (EUA) há cinco anos, a artista morou um tempo na China, onde teve dois filhos, frutos da união com marido italiano.

Quinto título da discografia de Wankenne, lançado em 10 de junho, Mimi mix compila registros de álbuns anteriores da cantora entre gravações inéditas (como as de Somente mais um bom amigo e Clara, composições de Marcelo Pires e Roberto Coelho), mostrando que Wankenne saiu do Brasil, mas a música do Brasil permaneceu na mente da artista.

No disco, entre faixas novas e antigas, Mimi Wankenne canta a mistura brasileira e cheia de bossa que encanta o universo pop.

Se o ouvinte seguir a ordem das 15 faixas, já ouve a percussão de Marcos Suzano no samba que abre a coletânea, …E o mundo não se acabou (Assis Valente, 1938). No encerramento de Mimi mix, ouve-se a voz de Zeca Baleiro em Samba meu, elaboração de Wankenne com Letícia Scarpa (homônima da música de Rodrigo Bittencourt que deu título ao disco lançado por Maria Rita em 2007).

Entre um samba e outro, Wankenne refaz Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1966) e tempera Vatapá (Dorival Caymmi, 1942) com a leveza que pauta o disco, tal qual repertório é pontuado por temas autorais como Eu só e Último dia.