Miley Cyrus homenageia fã assassinado na Grande SP

A cantora pop americana Miley Cyrus usou as redes sociais neste sábado (26) para homenagear o operador de telemarketing Gabriel Carvalho Garcia, de 22 anos, morto a tiros na terça-feira em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O delito está sendo investigado como provável caso de homofobia.

Segundo relatos de amigos, Gabriel era fã da cantora, que postou: “Estou arrasada em saber que um smiler [nome dado aos fãs de Miley] perdeu sua vida brutalmente por razão do ódio, do julgamento e da injustiça”, disse.

Na mensagem, Miley Cyrus disse que o delito vai além do que significaria homofobia — termo que designa o preconceito contra homossexuais a partir do sufixo ‘fobia’, do grego ‘fobos’, que quer dizer ‘medo’.
“Chamar essa ação perturbadora de ‘homofobia’ significaria que o atacante tinha ‘medo de’ pessoas LGBTQ+. O que é uma besteira. Os corações desses humanos estavam cheios de ÓDIO e RAIVA”, tuitou Miley.

Homicídio em barbearia
O homicídio do operador de telemarketing Gabriel Carvalho Garcia, de 22 anos, ocorreu justamente durante o mês do Orgulho LGBTQIA+ e mobilizou as redes sociais que pedem “justiça” e “punição” ao assassino dele, que não havia sido identificado até a última atualização desta reportagem.
Gabriel foi executado por um homem encapuzado e armado que invadiu o salão, que fica na Rua Gaurama, no bairro Pirajussara, segundo o boletim de ocorrência registrado na delegacia da cidade. O delito foi cometido por volta das 18h.
Ainda de concordância com o registro policial, o criminoso se aproximou de Gabriel, que estava de costas e sentado na cadeira da barbearia, enquanto esperava para cortar o cabelo. Em seguida, o homem atirou pelo menos três vezes na cabeça do jovem e fugiu sem levar nada da vítima ou do salão.
O vendedor Bruno Henrique Carlos prestou homenagem ao namorado Gabriel Cardoso Garcia, morto dentro de uma barbearia em Embu das Artes, Grande SP; família suspeita de delito de homofobia

O relato do caso foi feito pelo barbeiro que é proprietário do espaço. O Portal Web Rádio Xis não conseguiu localizá-lo para comentar o tema até a última atualização desta reportagem.
A mãe, o irmão e o namorado de Gabriel suspeitam que o delito pode ter sido motivado por homofobia. Todos moram na Zona Leste de São Paulo.

“Gabriel era um menino muito iluminado e querido pela família. Meu coração está cortado. Acredito que possa ter sido homofobia. Foi muita maldade”, disse a vendedora Elglanty Carvalho Garcia, de 53 anos, mãe do rapaz.

Ele tinha ido a Embu para cuidar do cabelo e fazer luzes nessa barbearia que teria sido indicada por conhecidos.
“Eu também acredito que seja homofobia. E, em segundo caso, pode ter sido uma emboscada ou até quem o matou pode tê-lo confundido com outra pessoa e atirado nele”, falou o analista financeiro Victor Carvalho Garcia, de 24 anos, irmão de Gabriel.

Segundo os parentes, o barbeiro contou que o assassino entrou na barbearia e falou para Gabriel: “E aí, agora?”. Em seguida atirou e fugiu sem roubar nada.
“Pode ter sido qualquer cliente que não gostou da presença dele ali por ele ser gay”, falou Victor, que mora com os pais e uma irmã de 17 anos. O outro morador era o irmão Gabriel.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso foi registrado como homicídio pela Delegacia de Embu das Artes.