A Justiça da Argentina suspendeu nesta terça-feira (13) uma ação contra a vice-presidente Cristina Kirchner e os demais réus do caso publicado como “dólar futuro” — processo no qual foram acusados de cometer fraude por meio de contratos de compra de moeda no término do mandato de Kirchner como presidente, em 2015.
A Câmara de Cassação, que é uma instância superior da Justiça argentina, determinou por unanimidade a inexistência do delito e, portanto, considerou desnecessário um julgamento verbal contra Kirchner e outros ex-funcionários, de concordância com a decisão.

As acusações datam de outubro de 2015, quando dois líderes da oposição entraram com uma culpa posteriormente o primeiro turno das eleições presidenciais vencidas Mauricio Macri (2015-2019).
Durante as denúncias de março do ano pretérito, Kirchner havia afirmado que o caso “foi manipulado e armado no calor do processo eleitoral” de 2015 e argumentou que a “lawfare (perseguição judicial) segue em pleno curso”.

A denúncia alegava uma suposta fraude com os contratos de compra futura de dólares, um instrumento lícito de política monetária, que teria feito com que o Banco Central perdesse por volta de de 55 bilhões de pesos (quase 4 bilhões de dólares no câmbio da época).
Porém, a justiça considerou que não houve irregularidades ou prejuízos ao Banco Central na operação, posteriormente investigar uma perícia contábil realizada por especialistas da Corte Suprema em 2020.
Além de Kirchner, outras onze pessoas foram acusadas, entre elas o ex-ministro da Economia e atual governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, e o ex-presidente do Banco Central, Alejandro Vanolli, e seu vice, Miguel Angel Pesce, atual presidente do Banco Central.
Kirchner é ainda mira de outros sete processos por suposta corrupção durante seus dois mandatos como presidente (2007-2015).

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