John Artis, o homem que foi sentenciado injustamente junto ao pugilista Rubin “Hurricane” Carter por triplo homicídio, morreu aos 75 anos.

Segundo o portal The Guardian, Artis morreu no dia 7 de novembro depois de aneurisma de aorta abdominal, em sua residência, em Hampton, Virginia. A informação foi confirmada por Fred Hogan, colega de longa data de Artis e Carter.

Hogan afirmou que Artis era o “homem esquecido” no caso. Ele ainda afirmou que Carter costumava invocar Artis de seu “herói” pois recusou uma oferta de redução de pena, que comprometeria o pugilista.

A história da dupla inspirou obras como o filme “O furacão” (1999), com Denzel Washington, e “Hurricane” (1975), uma das canções mais famosas e aclamadas de Bob Dylan.

Artis e Carter foram condenados injustamente em 1966 por homicídio em um caso que aconteceu em um bar em Nova Jersey.

Na ocasião, testemunhas disseram que as vítimas, que eram brancas, foram mortas por dois negros. Artis e Carter foram sentenciados a prisão perpétua por um júri formado exclusivamente por brancos.

Carter teve sua pena revogada em 1985. Artis teve sua liberdade condicional anunciada quatro anos antes.

Os dois se mantiveram grandes amigos até a morte do pugilista em 2014.
Segundo o New York Times, Artis aconselhou presidiários no centro de detenção juvenil de Norfolk e trabalhou de forma voluntária em casos de pena injustas nos EUA e Canadá.