Israel retira obrigatoriedade de uso de máscara em locais públicos fechados; vacinados com 2 doses são mais da metade

O Ministério da Saúde de Israel anunciou nesta segunda-feira (14) o encerramento da obrigação de usar máscara em locais públicos fechados, uma das últimas medidas em vigor contra a pandemia de Covid-19. A liberação passa a valer nesta terça.

Considerando o regime de duas doses, estima-se que quase 60% da população israelense esteja completamente imunizada contra a Covid-19. É uma das maiores taxas em todo o mundo. No Brasil, esse percentual está em 11,21% nesta segunda.

Com uma campanha de vacinação bem sucedida aliada a imposições de lockdown nos períodos mais críticos, o governo de Israel pode relaxar as restrições ao longo dos últimos meses.

No início de junho, praticamente o que restava entre essas medidas era a obrigatoriedade de máscaras em locais fechados. Em abril, os israelenses já não eram mais obrigados a usar o acessório em locais abertos.

Para evitar a proliferação de variantes mais contagiosas do coronavírus, as autoridades israelenses impõem quarentena obrigatória para quem chega de outros países.

Assim, a média móvel de casos de Covid-19 em Israel no sábado — data do último balanço da Universidade Johns Hopkins — estava em somente 14 novos diagnósticos por dia. É um número visivelmente inferior aos mais de 8 mil novos casos diários no pior momento da pandemia no país, em meados de janeiro.

Aliás, as mortes pela doença no país estão praticamente zeradas, com um registro por dia. Em janeiro, eram mais de 60 óbitos por Covid-19, diariamente.

Vacinação em Israel
Israel começou uma campanha maciça de vacinação no término de dezembro, posteriormente um acordo com o laboratório Pfizer, que entregou milhões de doses em troca de dados sobre os efeitos.

No grupo que recebeu a segunda dose, todas as pessoas receberam resultados positivos para a Covid durante os dias 7 a 14 depois de a segunda dose. Ninguém teve resultado positivo mais de 14 dias posteriormente a segunda dose. Esta observação sugere que o progresso da Beta (sul-africana/B.1.351) ocorre principalmente em uma janela de tempo limitada posteriormente a vacinação, disseram os cientistas.