Homem que usava cano de PVC improvisado posteriormente ter parte de perna amputada ganha prótese: ‘Ficou chique’

Depois de ver o sofrimento do filho, que teve parte da perna direita amputada por causa da diabetes, a mãe de Edgar Toledo da Silva, de 42 anos, comprou um cano de PVC para improvisar uma prótese com o pouco dinheiro que tinha. Ele usou a estrutura para se locomover por mais de um ano até o dia em que recebeu ajuda e ganhou uma prótese nova.

Edgar mora no Jardim Clarice, em Votorantim (SP). Ao Portal Web Rádio Xis, ele contou que a amputação ocorreu há um ano e oito meses, depois do agravamento da diabetes do tipo um. Devido à doença, ele também teve problemas na visão.

“Tiveram que amputar o meu pé, mas foi um pouco mais para baixo do joelho. Eu fiquei sem poder caminhar por um bom tempo até que minha mãe viu um rapaz que fez a prótese de tubo de PVC e falei para tentarmos fazer, porque eu não tinha condições de comprar”, lembra.

Para conseguir caminhar com a prótese de PVC, Edgar usava uma muleta de suporte, já que o plástico o machucava. Segundo ele, também era necessário colocar curativos para atenuar a dor e o desconforto que sentia.

Antes de tudo ocorrer, ele trabalhava como motoboy e era domador de cavalos. Pai de dois filhos, de 11 e 14 anos, Edgar se divorciou da ex-mulher há seis anos e recebe somente R$ 57 do Programa Bolsa Família. As crianças vivem com a mãe, em Piedade (SP).

“Hoje, eu ganho uma cesta básica de uma igreja e não tenho conta bancária. Estava pensando em abrir uma conta para começar uma campanha na internet, mas não tinha como abrir, porque não tinha R$ 150 para abrir uma conta no banco”, conta.

Doação
O equipamento foi doado de forma anônima por uma associação, em parceria com uma empresa de próteses ortopédicas localizada em Sorocaba (SP). Em entrevista ao Portal Web Rádio Xis, o diretor da empresa, Nelson Tuzino Nolé, disse que Edgar começou a ser atendido na instituição há 20 dias.

Nos próximos três meses, o homem ficará com uma prótese provisória para adaptação. Aliás, tem feito acompanhamento de fisioterapia.

“Agora melhorou muito, está diferente. Eu consigo caminhar, mas estou aprendendo ainda. Mudou minha vida, agora ficou chique. Estou bem mais feliz”, completa Edgar.

30% das próteses que são fabricadas na empresa são doadas para pessoas que não têm condições financeiras para pagar por elas. Esse trabalho é feito há mais de 50 anos.

“Sorocaba tem uma demanda grande nessa área. Há crianças precisando de cadeira de roda, próteses. A demanda está parada há muitos anos. A gente ajuda muita criança em tratamento de câncer, fazemos vaquinha online, nos viramos para ajudar”, conta Nolé.