A Residência Branca informou nesta segunda-feira (6) que o presidente Joe Biden fez uma chamada com os líderes de França, Alemanha, Itália e Reino Unido para discutir o aumento da presença militar Rússia na região próxima à fronteira com a Ucrânia, ponto que preocupa os aliados ocidentais.

Eles defenderam a diplomacia como forma para solucionar disputas na região e pediram a desescalada das tensões por parte de Moscou.

A conversa ocorre na véspera de uma reunião virtual do americano com o mandatário russo, em que ambos têm um escuridão de suspeição mútua para transpor e tentar edificar uma ponte de diálogo. Os Estados Unidos acreditam que a mobilização militar de Moscou é uma prenúncio russa de invasão à Ucrânia.

“Um estado lastimoso”, foi como o Kremlin descreveu as relações antes da teleconferência estendida, que deve iniciar na manhã de terça-feira, no horário dos Estados Unidos.

Washington já acusou a Rússia de reunir tropas perto da fronteira da Ucrânia para intimidar a aspirante a membro da Otan, sugerindo a repetição do livro de jogadas de Moscou de 2014, quando tomou a península da Crimeia, no Mar Negro, da Ucrânia. O governo norte-americano diz que o Oeste está pronto para impor duras sanções caso a Rússia inicie a invasão.

O Kremlin rejeitou a teoria de que suas forças estão prontas para invadir, classificando-a como promoção de pânico, e afirmou que suas tropas se movimentam pelo seu próprio território puramente por propósitos defensivos.

Para o governo russo, o crescente envolvimento de uma ex-república soviética vizinha com a Otan –e o que vê como uma possibilidade aterrorizante de mísseis da confederação na Ucrânia tendo a Rússia como alvo– é uma “risco vermelha” que não deverá ser cruzada.

Putin exige garantias com vinculações legais de que a Otan não irá expandir para o leste ou colocar suas armas próximas ao território russo, enquanto o governo norte-americano afirma repetidamente que nenhum país pode vetar a campanha da Ucrânia para se tornar membro da Otan.

“Eu não aceito as linhas vermelhas de ninguém”, disse Biden na sexta-feira.

Uma mando sênior do governo norte-americano disse a jornalistas na segunda-feira que Biden vai alertar Putin sobre consequências econômicas severas se a Rússia invadir a Ucrânia, e ressaltou que os EUA não estão buscando um cenário que inclua ações militares dos EUA.