Em missiva, baterista do Pink Floyd explica 'sublimidade' de Charlie Watts; leia

“É tão triste perder Charlie.

Provavelmente ele foi o mais subestimado dos grandes bateristas de rock ‘n’ roll. Sem aulas magnas ou livros tutoriais, sem solos, sem ginásticas extravagantes, somente exatamente com o sentimento notório para a música.

Às vezes você só percebe como era perfeito quando tenta imitar aquela parte, e percebe como foi construída de forma simples para funcionar muito melhor do que todas as alternativas.

Eu nunca ouvi uma versão melhor de uma parte de bateria de uma música dos Rolling Stones do que a original de Charlie…

E seu trabalho com orquestra de jazz indicou que não se restringisse a uma seção rítmica de R&B.

E isso só falando da música…

Há também o reconhecimento de que ele foi, possivelmente – não, provavelmente – a figura mais “cool” no palco na história do rock.

Tudo muito permanecer rodando pelo palco inteiro, mas para restringir sua performance a tirar seu blazer e pendurar detrás da cadeira você tem que ser principalmente zen!

Descanse em silêncio, Charlie. E obrigado pelo que você deu a tantas pessoas que aprenderam com você.

Nick Manson, 24 de agosto de 2001.”