Dependência europeia diz que pode ter conexão entre vacina da Johnson e casos raríssimos de coágulos

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) voltou a declarar nesta terça (20) que os benefícios da vacina da Johnson & Johnson na prevenção à Covid superam os eventuais riscos à saúde. O órgão regulador concluiu que pode existir uma conexão entre a vacina e raríssimos casos de coágulos combinados com baixos níveis de plaquetas no sangue. A partir de agora, isso deve constar na bula como provável efeito colateral muito raro.

A agência analisou os 8 casos relatados desse tipo de coágulo entre mais de 7 milhões de pessoas que receberam o imunizante da Johnson nos Estados Unidos. Isso equivale a um risco de 0,0001%.
A decisão da EMA sobre a segurança da vacina era importante num momento em que a vacinação se estende a toda a população dos Estados Unidos e vários países europeus contam com esta vacina para apressar suas campanhas de imunização.

Nos Estados Unidos, a vacina da Johnson & Johnson deve receber uma nova autorização, talvez acompanhada de “restrições”, segundo o consultor médico da Casa Branca Anthony Fauci, que disse que uma proclamação será feito na sexta-feira.

As autoridades de saúde dos Estados Unidos recomendaram na semana passada uma “pausa” no uso da Johnson & Johnson posteriormente a detecção de casos graves de coágulos sanguíneos em algumas pessoas.
Esta vacina teve outro contratempo nos Estados Unidos, onde as autoridades reguladoras ordenaram na segunda-feira a suspensão da produção em uma fábrica, onde 15 milhões de doses foram danificadas.

Nos EUA, a gigantesca campanha de vacinação continua a todo vapor, com 50,4% dos maiores de 18 anos inoculados com uma primeira dose, enquanto 32,5% já estão totalmente vacinados, número que sobe para 65,9% entre os maiores de 65 anos.

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