Uma nova onda de Covid-19 se alastra pela Europa, sobretudo em países do Centro e do Leste, onde as taxas de imunização se mantêm mais baixas. A subida nos casos em vários países faz com que governos reimponham restrições e deixa em alerta o restante do continente.

A Rússia, que vem registrando há dias recordes no número de mortes devido ao coronavírus, agora decretou um feriado prolongado de uma semana para tentar sofrear o progresso da doença.

Na quarta-feira (20), o presidente Vladimir Putin anunciou que os dias entre 30 de outubro e 7 de novembro não serão considerados dias úteis, forçando os trabalhadores a ficarem em residência, embora os salários sejam mantidos. Regiões poderão estender o decreto, dependendo das situações locais.

Nesta quinta, o prefeito de Moscou, Serguei Sobyanin, por sua vez, anunciou que a capital russa voltará a impor uma quarentena totalidade entre 28 de outubro e 7 de novembro, com somente supermercados e farmácias podendo funcionar.

Na terça, Sobyanin já havia afirmado que cidadãos com mais de 60 anos não vacinados terão que permanecer em residência por quatro meses. O gabinete do prefeito também estaria tentando forçar shoppings centers a conectarem suas câmeras de segurança a um sistema concentrado de reconhecimento facial que permita às autoridades impor o uso de máscaras em público, relatou o portal Kommersant.

A Rússia, que se vangloriou por ter desenvolvido uma das primeiras vacinas contra a covid-19 do mundo, não conseguiu persuadir grande parte da população a se imunizar. No país da Sputnik V, somente 32,5% da população está totalmente vacinada, segundo o site Our World in Data.

Não só a Rússia enfrenta resistência da população frente à vacina, mas também outros países do Leste Europeu. Na União Europeia, os Estados-membros com as menores taxas de imunização ficam na região, como Bulgária, Romênia, Croácia, Polônia, Letônia e Estônia.