China tem lockdown menor e quarentena mais curta

O número de novos casos, depois de atingir um pico de mais de 65 mil por dia em média no início do mês, começou a cair de forma acelerada a menos de 15 mil na última quinta (24). Neste sábado (26), foram 8.841 diagnósticos (contra 10,4 mil nas 24 horas anteriores) e 139 mortes. Cientistas pedem uma revisão da estratégia de Covid zero.

Na terça (22), Gabriel Leung, que comanda uma equipe de pesquisadores que aconselham o governo local, convocou jornalistas para pedir que a tática agora foque esforços não em lockdowns, mas na vacinação –antes que uma nova onda de casos “feche Hong Kong para sempre”.

Os cientistas calculam que por volta de 60% da população de 7,5 milhões de habitantes da cidade tenha se contaminado nessa leva mais recente. Nesta semana, a cidade autorizou voos vindos de EUA, Reino Unido e Canadá, até então proibidos, e reduziu a quarentena obrigatória de 14 para 7 dias.

Os números de Hong Kong, considerada uma região administrativa peculiar, não entram na contagem total de casos da China, que têm cifras muito menores -o pior surto em dois anos da chamada China continental, com pouco mais de 4.000 casos diários, seria um número comemorado em outras partes do mundo.

O país tem decretado lockdowns em locais que acumulam algumas dezenas de casos, como Shenzhen, cidade de 17 milhões de habitantes que faz fronteira com Hong Kong.

Mas a velocidade da reabertura -na segunda (21), depois de oito dias de quarentena- deu sinais de regras menos rígidas. Shenzhen é considerada uma espécie de Vale do Silício chinês, onde funcionam as sedes de multinacionais como Huawei e Tencent, além de uma fábrica da Foxconn, que produz iPhones.

Havia um receio de que o isolamento durasse o mesmo que em Xi’an, cidade na região central do país, com 13 milhões de habitantes, que ficou um mês em lockdown completo, entre dezembro e janeiro. Enquanto isso, Xangai vai se fechando aos poucos, o que tem desagradado muitos estrangeiros que vivem na cidade cosmopolita.