Cantores se mobilizam para transformar o forró em patrimônio intangível do Brasil

Artistas uma vez que Del Feliz, Elba Ramalho e Nando Cordel lançaram música que homenageia o ritmo. Movimento pátrio procura, além do título, políticas de proteção para o ‘forró de raiz’. Cantor Del Feliz quer transformar o forró em petrimônio intangível do Brasil
Uma mobilização que une cantores brasileiros procura transformar o forró em patrimônio intangível do Brasil. O movimento, que surgiu na Paraíba em 2015, tem representantes em 14 estados do país. Em visitante ao Recife, um dos artistas engajados nesse objetivo, o cantor baiano Del Feliz, falou sobre a valimento do ritmo para a cultura brasileira. (Veja vídeo supra)
Criado pela professora paraibana Joana Alves, por meio do Fórum Forró Pé de Raiz, o movimento tem a intenção de conseguir, além do título de patrimônio intangível, políticas de proteção para o chamado “forró de raiz” e, assim, incentivar a produção dos pequenos representantes do ritmo.
Segundo Del Feliz, existe uma descaracterização tanto das festas de São João quanto do ritmo em si. “O título não tem significado sem a salvaguarda. Quando o registro for confirmado, passamos a ter políticas em prol dos pequenos representantes, os trios de forró, os cantadores, que são excluídos dos eventos por conta da pressão mercadológica e têm a maior dificuldade para sobreviver dessa arte”, disse.
Para ajudar a integrar as pessoas na motivo, os participantes do movimento lançaram uma música sobre o forró e as festas juninas chamada “Eu sou o São João”. Entre os artistas que participam da gravação da música e do vídeo, estão Elba Ramalho, Santanna, Alcymar Monteiro e Nando Cordel. (Veja vídeo supra)
“É uma luta extremamente pertinente, de um sentimento brasílico de que o forró represente, talvez de maneira mais completa, a nossa cultura e o nosso povo. O São João muitas vezes se confunde com o forró”, afirmou Del Feliz.
De congraçamento com o cantor, a expectativa dos envolvidos na mobilização é pressionar o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Pátrio (Iphan) para iniciar as pesquisas a término de que o processo de nomeação ocorra em 2019.
“O processo depende de um base político, para que haja a pesquisa do Iphan. A mobilização popular é fundamental nessa lanço porque ela vai ser indagada. Envolvemos nomes de peso para substanciar a valimento da taxa e envolver o povo”, explicou.
Sobre a motivação para se engajar no movimento, Del Feliz explica que sua relação com o forró é anterior ao seu envolvimento profissional com a música. Ele, que já trabalhou uma vez que catador de lixo e pedreiro, compôs mais de 500 músicas, muitas em homenagem a cidades brasileiras, e participou do The Voice Brasil em 2015.
“Minha vida se entrelaça de uma maneira definitiva com a música e isso me identifica e ratifica minha felicidade, o que meu nome diz. Cresci vendo minha mãe e meus tios sambadores cantando roupão de feijoeiro, reisado, chula, fazendo eventos maravilhosos nos povoados. Tive, na referência do São João, a sarau mais completa, um variegado que diz muito do nosso jeito nordestino”, explicou Del.

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