Aos 64 anos, professor jubilado lança álbum autoral de forró durante o São João

Depois 38 anos uma vez que professor de matemática, Amauri Cruz decidiu gravar ‘Lembranças da Vida’ com xote, baião, toada e arrasta-pé. Professor jubilado Amauri Cruz lançou álbum aos 64 anos, durante o São João 2018 na Paraíba

“Resgatei uma paixão minha desde a idade do portanto ‘segundo proporção’”, explica o professor jubilado de matemática Amauri Cruz, 64 anos, em seguida trocar quatro décadas de trabalho com os números e pelas letras musicais que compõem o álbum de forró – “Lembranças da Vida”. Lançada durante o São João 2018 na Paraíba, a seleção conta com xote, baião, toada e arrasta-pé.
Nascido em Campo Grande, terreno do “Maior São João do Mundo”, Amauri largou precocemente a “curso” de cantor ainda na dezena de 70, para conseguir entrar na faculdade. “Acabei deixando a orquestra na era (‘Os Brasas’, de jovem guarda) para poder estudar para passar no vestibular”, diz.
O lado compositor só aflorou depois da aposentadoria. Todas as 12 canções de álbum foram compostas em seguida o artista ter pretérito 34 anos em salas de prelecção, em 2016. Amauri resolveu largar o compasso e se destinar aos compassos musicais do forró com um processo de elaboração peculiar: ele não sabe tocar nenhum instrumento, mas grava solfejos no celular e, em seguida, escuta a melodia vocal enquanto escreve os versos para a música.
Também fazem segmento do disco dois irmãos dele: Almir e Anildo Cruz. O primeiro é cantor e tocador de pandeiro, já tendo se apresentado junto a nomes uma vez que Jackson do Pandeiro, Elino Julião, Zito Borborema e Genival Lacerda. O segundo é vocalista de um grupo de samba em Campo Grande.
Gravação de ‘Lembranças da Vida’ de Amauri Cruz
Amauri gravou 12 das mais de 20 obras que compôs em menos de dois anos, sendo oito xotes, dois arrasta-pés, um baião e uma toada. Para isto, contou com o auxílio de convidados. O músico Mano Marquez fez os arranjos e a produção músico, além de trovar a música “Meu Xamego”. Adília Uchôa e Ivaldo Brito cantam “Sossega Trigueiro” e “Obrigado, Seu Luiz”, respectivamente. O cantor Capilé participa de “Forró de Dona Benta”.
As lembranças dão nome ao álbum e também a uma toada, na última filete do disco, diferenciada do restante das obras. A música foi escolhida pelo produtor músico para finalizar o trabalho e nortear a nova lanço da vida do compositor estreante.

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